Blog Lairce Cardoso

Lairce Cardoso

VOU MAS SEM DIA PARA VOLTAR

21 de novembro

               Laurinha,uma simpatia de criança, um certo dia avisou em casa: vou mas sem dia para voltar. Pode?

A primeira saída da Laurinha foi num feriado. Ela e avó foram juntas para a praia e ela achou o máximo. Quando voltou foi logo dizendo:

—Mãe, fiquei poucos dias lá na praia então já vamos fazer um combinado nas minhas férias quero voltar com a vovó, mas sem data para voltar.

Laurinha e avó mais coruja do universo

—Tá certa filha, estamos combinado. E, na verdade achei que ela esqueceria o assunto. Grande ilusão a minha. No primeiro dia de férias ela já começou a cobrar da avó o dia da viagem. E só depois de muitas negociações e de muito arrependimento, lá foram elas, de mala e cuia, sem dia de retorno.

Depois de muito bate perna, só se deixou convencer a voltar para a casa porque a avó prometeu uma série de outros passeios aqui na cidade.

O engraçado é que às vezes ficamos desejando um pouquinho de sossego. Sonhamos com um tempinho pra gente. Mas quando a Laurinha saiu, ficamos igual à barata tonta, não achávamos lugar para ficar em casa, tamanho o silêncio que lá estava.

A maravilha de ser criança é que para eles tudo é extraordinário. Sonham tudo colorido e, quando está em preto e branco tratam logo de colocar um brilhinho.

_ Quando o primeiro dentinho da Laurinha caiu fiquei tão feliz que logo, contei a fantástica história da fada do dente. Que a fadinha era maravilhosa e que ela trocava cada dentinho perdido por uma moedinha. Mas isto aconteceria se a criança não ficasse triste e deixasse o dentinho embaixo de seu travesseiro.

– Mas, eu estava feliz demais e achei que uma moeda era um prêmio muito pequeno para uma fadinha tão importante, coisas de mãe dentista. Então vasculhei minha bolsa e a carteira do Cris e juntei oito moedas. Ah! Assim estava melhor. E desde então, o ritual de premiação a cada dentinho perdido é de oito moedinhas.

Há também uma cartinha que fica junto com o prêmio, pedindo gentilmente para que a fadinha deixe o dentinho para sua mamãe, porque ela acha os dentinhos da Laura tão lindos que gostaria de guardá-los para sempre.  E a fada, que é uma doçura de bondade, deixa os dentinhos perto das cartinhas, todo cheio de brilhos, porque na asa dela tem muito brilhos que caem quando ela faz força para carregar os dentes, afinal os dentes são muito pesados para ela que é tão pequenina.

– Num certo dia, como de costume deixei a premiação embaixo do travesseiro da Laura, mas provavelmente ao se movimentar as moedas caíram atrás da cama e quando ela acordou fez a carinha mais triste desse mundo achando que a fada estava triste com ela. E lá fui eu consolá-la até acharmos as moedinhas e ver que tudo não passava de um mal entendido.

– Uuufffaaa!! O que a gente não faz por esses baixinhos para vê-los sempre felizes. Voltamos a ser criança, no mínimo.

Quer me conhecer melhor? Assista ao vídeo “Quem sou eu” https://www.laircecardoso.com.br/quem-sou-eu/

Sobre o Autor: Lairce Cardoso
Lairce Cardoso

|

Nasci no berço da família Cardoso, na cidade de Paranapuã, no interior de SP no dia 15 de Julho de 1.963. Sou a nona filha do Senhor Libério e da Dona Lindaura.

Comentários (1)

Marielly Responder

Obrigada tia Tiquinha, estou muito feliz de fazer parte do seu blog
Bjosss Laura

21 de novembro de 2019 at 21:25

Deixe uma mensagem

Qual o seu nome?
Preencha com um e-mail válido
O seu endereço de e-mail não será publicado
Digite uma mensagem :)