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Lairce Cardoso

RAUL OTÁVIO – O HOMEM ARANHA

13 de fevereiro

Quem nunca sonhou em ser um super herói? O Raul Otávio além de sonhar quis ser o próprio Homem Aranha

Se tem algo que causa alegria nas criançadas, e até em muitos marmanjões é o lançamento de um desenho animado, filme ou seriado de algum super herói.

Mas especialmente as mães de meninos sabem o fascínio que os superpoderes exercem sobre os seus pequenos. Os olhinhos até brilham à frente das prateleiras dos brinquedos, roupas, acessórios e calçados dos seus personagens favoritos

A bem da verdade, na hora de bancar o super-herói nem é necessário ter todos os acessórios dos personagens, pois a imaginação de uma criança, graças à Deus, é algo extraordinariamente natural que é só deixar rolar.

Quem nunca surpreendeu o filho com a cueca vestida sobre a calça, com uma toalha amarrada nas costas e um cabo de vassoura na mão. Um simples pano velho e um pedaço de madeira são o suficiente para transformá-los no mais corajoso super herói de todos os tempos

O Raul Otávio igualmente aos demais meninos de sua idade, também tem seu herói favorito: O Homem-Aranha, que tem o poder fantástico de grudar nas paredes e se balançar nas super teias de um prédio para o outro.

Provavelmente a mãe do Homem Aranha não deve ter ficado com os cabelos em pé, como a Cíntia, mãe do Raul Otávio Aranha.

– Quando ele tinha uns quatro aninhos, tentando bancar o herói preferido fez uma arte para lá de sinistra para a sua idade, mas totalmente segura para quem tem superpoderes.

Avó do homem aranha

-Nós morávamos em uma casa que tinha um grande quintal na parte dos fundos e era cercada por muro bem alto. Um dia ocupada com meus afazeres domésticos lá nos fundos da casa, ouvi que ele estava tagarelando com alguém e já imaginei que estava no portão da frente da casa.

-Até aí sem problemas porque ele vivia puxando conversa com todas as pessoas que passavam pela rua, por isso vivíamos de olho nele, a fim de evitar embaraços futuros. Mas, naquele dia o tom de voz parecia um tanto aflito e o teor da conversa bem apelativa, então achei melhor dar uma olhadela no que estava acontecendo.

-Menino você não tem medo? Desce daí porque você pode se machucar. Uma senhora repetia essa frase desesperada e olhava pra dentro do portão à procura de alguém que socorresse a situação.

-Cadê a sua mãe? Cadê a louca da sua mãe que não está vendo isso? Repetia sem parar.

– E só quando cheguei de frente com a cena do crime, entendi o nervosismo da mulher e meu coração quase enfartou. Ele estava encima do muro empunhando as mãozinhas como faz o super herói, prestes a se lançar no ar.

E para justificar sua audácia disse para a mulher:

– Tem perigo não, eu sou o homem-aranha. E fazia todas as poses para demonstrar que era o próprio.

-Depois de me refazer do susto porque mãe é assim, tem que se refazer a cada segundo do dia, ajudei-o a descer e falei sério com ele e expliquei os riscos, caso ele caísse de cima do muro e que aquilo não poderia se repetir porque era muito perigoso.

E só depois de muito blá..blá….blá, quando pensei que poderia respirar mais tranquila, flagrei o irmão mais velho tirando fotos para registrar os bons momentos, conforme explicado por ele.

-Vamos lá! Hora de se refazer para mais uma sessão de puxões de orelhas. Fazer gracinha na hora de conversa séria não dá certo.

-Mas o hilário é que só depois de distribuir todas as broncas aos seus destinatários e que me dei conta da altura do muro e, Meu Deus, como ele tinha ido parar lá?

Mediante a minha surpresa, ele explicou tudo direitinho, porque eles são assim, tem as respostas na ponta da língua.

-Subi escalando o portão porque eu sou o homem-aranha, oras.

-É evidente! Como eu não tinha pensando nisso?

– O meu super-herói favorito não está nas histórias em quadrinhos, não está à venda em nenhuma loja, não participa de filmes Hollywoodianos, mas tem sim superpoderes.  Tem o poder de me alegrar, acalmar, derreter meu coração, de emocionar, de chantagear, de amar e de me fazer a mãe mais feliz do mundo.

-E eu sou muito feliz sendo mãe, porque mesmo exausta depois de muitos plantões hospitalares, consigo me recompor quantas vezes forem necessárias para bem orientá-los, mas também rir das suas travessuras porque é isso que irá compor a história de vida deles, pelo menos enquanto estiverem sob meus cuidados, enquanto Deus assim permitir.

Do livro Crianças da Família

Veja também: Mãe preciso urgente de um banheiro https://www.laircecardoso.com.br/familia-cardoso/mae-preciso-urgente-de-um-banheiro/

Sobre o Autor: Lairce Cardoso
Lairce Cardoso

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Nasci no berço da família Cardoso, na cidade de Paranapuã, no interior de SP no dia 15 de Julho de 1.963. Sou a nona filha do Senhor Libério e da Dona Lindaura.

Comentários (1)

Cyntia Responder

Adorei !!! ????

14 de fevereiro de 2020 at 07:19

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