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Lairce Cardoso

PARA SEMPRE E ETERNAMENTE JUNTOS

12 de junho

Era tarde de domingo, e sentada no banco da praça à frente de sua casa, incrivelmente cuidada e reconstruída pelos filhos, Larissa observava Giuliano que corria e rolava pelo chão com os netos. A algazarra era total.

Ela ainda não se cansara de admirar aquele homem. Continuava apaixonada por ele, mas agora era um amor maduro e seguro, sem complicações.

A vivência entre os dois foi construída por etapas, umas mais duras, outras mais leves, umas mais marcantes, outras já esquecidas. Mas o tempo a ensinou a enxergar com os olhos do coração e apreciar a autenticidade daquele homem maravilhoso que invadiu sua vida, e também de seus filhos. Vibrava com eles e por eles.

O tempo a fez sentir-se livre e esplêndida, pois aprendeu a deixar no passado as coisas que pertenciam ao passado e compreendeu que, graças aos acertos e desacertos, pôde experimentar, no presente, a alegria do amor verdadeiro por aqueles que estão ao seu redor.

Agora, eles estavam experimentando um novo amor. Pelos netos, filhos de Emílio e Enrico, que adoravam Giuliano, tanto quanto os pais.

Vendo Giuliano na algazarra com os netos, ela se deu conta de que a vivência desse amor sem limites era a coroação pelo tudo que haviam trabalhando e se dedicado por todas as suas vidas. 

A gritaria das crianças a tirou de seus pensamentos e a trouxe à realidade, especialmente quando eles, suados e todos sujos de rolarem no chão, pularam em seu colo, gritando quase que ao mesmo tempo.

– Vovó! Vovó! Venha, o churrasco está pronto. Vamos comer.

Ela os beijou, sem se importar com a lambança.

– Já vamos entrar, preciso só conversar uma coisinha com o vovô. Podem ir.

Giuliano se aproximou e ela, carinhosamente, estendeu a mão para que se sentasse ao seu lado.

– Um dia ainda terá um infarto com essas crianças. Elas ainda vão acabar com você – disse sorrindo.

– E me acabarei feliz, se isso acontecer. Mas acaso está me chamando de velho?

– Jamais! Ainda é o homem mais lindo que conheci em toda a minha vida e que tenho o privilégio de chamar de meu homem.

Ele riu debochado, abraçando-a carinhosamente.

– Mas estava vendo lá de longe que estava aqui distante a pensar na morte da bezerra. Está tudo bem?

– Sim! Estava apenas admirando-o. Fiquei pensando sobre nós, na nossa trajetória de vida. Primeiro, às duras penas, escolhemos as sementes que queríamos na nossa vida, depois, vencendo todos os obstáculos, as semeamos e, por fim, entendo o quanto valeu a pena, pois estamos colhendo os frutos do que plantamos – disse emocionada.

– Verdade.

E é por isso que o admiro tanto, pois tudo isso só foi possível graças a uma decisão tomada lá atrás na minha vida. Decisão que, se não fosse você, talvez não teria sido essa.

– Não acredito! Você era meia destranbelhadinha, sim! Mas sempre teve bom coração e alma nobre. Caso contrário, não teria feito as escolhas que fez. Eu apenas a ajudei a enxergar o que estava difícil de ver naquele momento, mas o que a fez escolher foi exatamente o que disse agora a pouco, a escolha do que queria pra sua vida.

– Sim! Mas foi nessa oportunidade, no momento da escolha, que pessoas como minha mãe, Carolina e Marion foram o meu norte. Mas dentre todas elas, você foi e sempre será a mais especial. Porque nunca houve julgamentos no seu olhar, apenas amor. Foi por tudo que demonstraste, com atos e não palavras, que eu teria duas escolhas na vida: viver nas condições ruins que criei pra mim mesma ou assumir a responsabilidade para mudá-las. Me fez compreender que a felicidade ou a infelicidade seria resultado, exclusivamente, da escolha que eu faria. E ouso te dizer que, antes mesmo de decidir seguir adiante para assumir a responsabilidade de ter meu filho e criá-lo sozinha, sendo responsável por ele, antes, foi necessária a coragem de outra escolha muito maior: decidir por você. Hoje sei que tudo isso só foi possível, porque o aceitei na minha vida desde o primeiro socorro que me deste.

Larissa suspirou fundo e, emocionada, continuou:

– Provavelmente, se não tivesse decidido unir a minha vida à sua, não sei, hoje, não seríamos o que somos. Por isso te digo, sem a menor dúvida, eu decidi entregar minha vida a você para que me guiasse. Eu te escolhi para ser meu par, meu companheiro eterno, e sempre vou escolher você para estar ao meu lado e, ainda que eu precise, te escolherei mais um milhão de vezes. É com você que sinto o pulsar intrigante da vida, é ao seu lado que tenho tudo o que preciso, aquilo que me completa e o que eu nem imagino que preciso para ser feliz. Você sempre foi e será meu grande amor. Obrigada por decidir unir a sua vida à minha. Serei eternamente grata pelo dia que decidiu me amar e me fazer quem sou.

Giuliano a olhou e tinha tanto amor em seu olhar que, ainda que tentasse, não acharia palavras para dizer tudo o que ela significava em sua vida.

– Obrigado por ter se decidido por mim, por nós, por nossos filhos. Te amo muito – disse emocionado.

No abandono da praça, eles se abraçaram com ternura e selaram seu amor com um beijo apaixonado.

– Tá namorando! Tá namorando! Tá namorando.

Ao som de risos, gargalhadas e muita conversa, Larissa e Giuliano foram envolvidos em abraços e beijos dos netos, filhos e noras, e a algazarra só parou quando, no fim do dia, as famílias dos filhos retornaram para seus lares e os dois, abraçados, sentaram no banco do jardim para apreciar o belo pôr do sol.

EPÍLOGO -PARA SEMPRE JUNTOS

Quer me conhecer melhor? Assista ao vídeo “Quem sou eu” https://www.laircecardoso.com.br/quem-sou-eu

http://@LAIRCE_CARDOSO_OFC

Sobre o Autor: Lairce Cardoso
Lairce Cardoso

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Nasci no berço da família Cardoso, na cidade de Paranapuã, no interior de SP no dia 15 de Julho de 1.963. Sou a nona filha do Senhor Libério e da Dona Lindaura.

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