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Lairce Cardoso

ATAQUE COVARDE CONTRA LARISSA E O FILHO

8 de fevereiro

O ataque covarde contra Larissa e o filho que carregava em seu ventre deixou à mostra a verdadeira identidade de Genaro.

Os encontros entre Larissa e os dois irmãos foram intensificados, visto que a primeira abordagem contra Genaro tinha sido um sucesso, assim a nova estratégia precisaria ser tão perfeita quanto a primeira para surtir o efeito esperado.  

– Acho que podemos finalizar por hoje. Disse Marion.  Além de estar bem cansada, esta é a noite que recebo o nosso amigo. Preciso estar bem disposta, para conseguir boas informações. Ele é muito exigente e gosta….

– Basta! Não precisa contar os detalhes de como obtém as informações, podemos imaginar. Rodolfo a interrompeu energicamente.

–  Tá bom! Não vou ficar discutindo com você Rodolfo, estou bem cansada para isso, mas se achar um jeito melhor me avise porque, embora você às vezes esqueça, eu também não gosto disso. Caso contrário pare de bancar o perfeito e faça você o serviço pesado antes de ficar criticando.

Marion saiu da casa batendo a porta. O clima naqueles últimos dias estava bem tenso, pois qualquer erro , por certo, os levaria a pagar um preço muito alto. Por isso as emoções estavam à flor da pele, especialmente entre os irmãos, o que era perfeitamente compreensível, pois embora tentassem disfarçar a todo momento, os dois se amavam e estavam muito preocupados um com o outro.

Larissa caminhou na direção de Rodolfo com a intenção de acalmá-lo e quase se arrependeu pela ideia, embora ela entendesse o seu sofrimento com toda aquela situação achava que ele deveria ser, pelo menos, um pouco mais civilizado.

– Que foi? Disse rispidamente para Larissa. Também acha que eu não estou fazendo nada para ajudar?

E antes que ela respondesse, ele já tinha jogado a blusa nas costas como costumeiramente fazia e virado nos calcanhares. E lá ia ele, sabe-se lá pra onde.

Larissa deu de ombros e continuou falando sozinha.

– Ah! Eles que são irmãos que se entendam. Não vou me meter nisso porque já tenho muito com o que me preocupar. Vou para meu banho, comer alguma coisa e depois descansar um pouco. Hoje o dia foi intenso.

Inerte em seus pensamentos nem percebeu que havia demorado mais do que gostaria preparando os produtos para sua higiene pessoal e só aí percebeu que novamente estava com a mão apoiada sob a barriga, como se quisesse proteger o habitante no seu ventre.

– Eita! Lá estou eu de novo, imitando as mãezinhas bobinhas a conversar com seus filhotes. Preciso me cuidar antes de me transformar numa verdadeira babaca. Falou consigo mesmo.

O som estridente da campainha, a fez sair de seus pensamentos e silenciosamente dirigiu-se até a pequena sala que se encontrava na penumbra do anoitecer. Não pensava em atender nenhum convidado como o fizera desde o dia que ali chegara. Ia apenas aguardar em silêncio para continuar sua atividade.

Insistentemente a campainha voltou a tocar assustando-a. Ao se virar para sair do aposento, avistou a bolsa de Marion jogada sobre o sofá no canto da sala e respirou aliviada.

– Ah! Sua maluca é você? Já estou indo.

Ao abrir a porta Larissa foi violentamente empurrada para dentro do aposento e sem equilíbrio a queda foi inevitável. Sem conseguir recuperar o controle do seu corpo ela foi arrastada como se fosse uma boneca de pano e jogada no sofá da sala.

– Então, sua vagabundazinha de quinta categoria acha mesmo que tem cacife para me enfrentar? Cadê sua arrogância agora me colocar contra a parede? Vamos levanta-se sua ordinária, que vou te mostrar com quem realmente está mexendo.

Giuliano e Carolina haviam avisado que Genaro era perigoso. Também Rodolfo e Marion tinham um certo temor quando se referiam a ele, mas Larissa não poderia imaginar o quanto aquele homem, que lhe dissera palavras tão doces, que a deleitara com noites quentes de amor, fosse tão covarde e vil a ponto de atacar covardemente uma mulher grávida, que aliás trazia no ventre o seu próprio filho.

O medo tomou conta dela. Todo o corpo estava dolorido por causa da queda e das agressões daquele monstro. Mal conseguia respirar, tamanha a dor que sentia. E, pela primeira vez, ficou apavorada com a ideia de que algo pudesse acontecer àquele ser tão inofensivo que carregava dentro de si.

Queria gritar por socorro, mas não tinha forças e a voz ficou presa na garganta. Seus olhos encheram de lágrimas, não só pelo temor de que pudesse lhe acontecer, mas especialmente pelo bebê.

– Agora vai chorar? Quem é que estava toda prosa ao ameaçar-me em público e na frente da minha mulher? Então cadê seus amiguinhos, eles não vão te ajudar? Sabe pra onde eles vão? Pra cadeia junto com o irmãozinho deles. Agora, quanto a você sinceramente não sei qual será seu fim. Que acha Paulo? Acha que vale a pena gastar um tempinho com essa vadiazinha? Ela é jeitosinha, não é mesmo?

– Acho bom o senhor resolver logo o que veio fazer aqui. Não vamos ficar perdendo tempo à toda. Pode chegar alguém.

– Não se preocupe, pois não vai chegar ninguém. E virando para Larissa continuando a ameaça-la. Então acha mesmo que, se você uma merdinha de nada pode me encontrar, eu, que tenho infinitamente mais poder e inteligência que você, não a encontraria?

Genaro aproximou-se dela e com mais ousadia e covardia foi deslizando sua mão entre as coxas de Larissa, até chegar nas suas partes intimas e apertá-la contra suas mãos fortes.

– Que você pretendia? Dinheiro? Ou será que queria recordar as noites que gemia, feito uma cadela, na minha cama?

– Covarde? Balbuciou Larissa.

Genaro levantou-se e desferiu um violento tapa no rosto da moça, fazendo-a gemer de dor enquanto escorria o sangue dos lábios feridos.

– Sabe o que vai acontecer com você e esse monstrinho que carrega aí dentro? Não sabe? Nem eu. Mas pode estar certa que só Gabriela, a minha esposa, me dará um filho. E você, bom você, nem terá tempo de se arrepender por ter metido o seu lindo narizinho onde não deveria.

E virando para o homem parado na porta da casa ordenou-lhe:

– Dê um jeito nisso logo e vê se não demora. Te espero lá fora é bom sairmos logo dessa espelunca.

Larissa sentiu que o fim de sua vida estava muito próximo, lamentou profundamente pelo filho, por ter sido tão inconsequente e indiretamente responsável pela falta de oportunidade de trazê-lo ao mundo.

– Me perdoe! Disse ela, acariciando a barriga.

Quando levantou a cabeça poderia jurar que tinha visto outros vultos, mas a dor que sentia, no corpo e na alma, eram insuportáveis e o cheiro forte que invadiu suas narinas, não permitiram que ela se mantivesse consciente.

E num último ato de desespero, ainda tentou arrancar as mãos fortes que apertavam sua garganta, mas foi vencida pela brutalidade do seu algoz e perdeu os sentidos.

Capítulo XVI – Ataque covarde contra Larissa e o Filho

Quer me conhecer melhor? Assista ao vídeo “Quem sou eu” https://www.laircecardoso.com.br/quem-sou-eu/

Sobre o Autor: Lairce Cardoso

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Nasci no berço da família Cardoso, na cidade de Paranapuã, no interior de SP no dia 15 de Julho de 1.963. Sou a nona filha do Senhor Libério e da Dona Lindaura.

Comentários (2)

Léo alvarenga Responder

??nossa q covarde

13 de fevereiro de 2020 at 22:30
Léo alvarenga Responder

??? ?

13 de fevereiro de 2020 at 22:31

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