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Lairce Cardoso

UMA SÓ PESSOA UM SÓ AMOR

10 de junho

Vestido branco, grinalda, tapete vermelho, smoking, festa, valsa. Chegou o grande dia e, a não ser que você tenha sido forçado ou forçada, é o dia mais feliz da sua vida. Tudo neste dia é lindo e a emoção fica à flor da pele. Tudo tem que ser perfeito, até as promessas e as juras de amor e fidelidade ao pé do altar.

Tem gente que acha brega, tem gente que acha um glamour, mas verdade seja dita, ninguém é indiferente a uma cerimônia de casamento realizada na igreja, com direito a tapete vermelho, marcha nupcial, véu e grinalda.

Embora eu não tenha vivida essa experiência (meu enlace matrimonial foi só no civil) participei do encantamento dessas cerimonias uma centena de vezes, nos matrimônios dos irmãos, sobrinhos, amigos e, olha só até cerimonial de casamento já fiz. 

Não sou contra elas, não, acho o ritual maravilhoso, no entanto, me arrepio quando vejo alguns casais apenas repetindo as palavras como se estivessem recitando “batatinha quando nasce”.

Viver sob o mesmo teto, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, e ser fiel pelo resto da vida exige muito mais que juras e promessas ao pé do altar. Exige renúncia, abnegação e, muita, mas muita bondade.

Na nossa cultura, somos educados para o casamento e a religião nos ensina que o casamento unifica o casal: “uma só carne e um só espírito”. Já William Shakespeare também acreditava que realmente o casamento faz de duas pessoas uma só, mas na sua visão, o difícil é determinar qual pessoa será. 

Verdade!  Nós ensinaram que devemos ser uma só pessoa, mas esqueceram de nos ensinar, para combinar antes da transformação, qual seria essa pessoa.

Quando decidimos juntar as escovas de dentes, buscamos no outro o que queremos para nós, e só bem depois de passada a euforia da lua-de-mel, quando começa a rotina do dia a dia, consegue-se enxergar o “jeitão” daquele que escolhemos para juntar os trapos. E não se iluda, mas é nesta ocasião que você, deixa escandalosamente à mostra seu verdadeiro “jeitão” de ser.

E nesse momento, casos os pombinhos não estejam revestidos de uma enorme dose de boa vontade, a intolerância e a não aceitação dos defeitos do outro será como uma bomba-relógio prestes a explodir.

Infelizmente, nós, seres humanos, somos dominados pelo sentimento de posse em relação àqueles que acreditamos que nos pertencem: “meu filho”, “meu marido”, “minha esposa”; e queremos que estes se comportem exatamente como nós gostamos, e esquecemos de um detalhe muito importante: todos têm personalidade, pensamentos e desejos próprios.

Tá na cara que casamento é um compromisso sério, mas jamais deve significar com prisão, submissão, anulação. Casamento bom deve ser regado de amizade, sexo, respeito, diversão e companhia.

Casamento tem que ser alegre, tem que ter cumplicidade, liberdade e muito jogo de cintura para driblar os boletos do dia a dia. Casamento não é brincadeira de criança, mas tem que ser leve, e é fundamental que haja maturidade e – atenção – inteligência, para juntos alcançar a maturidade, caso não sejam dotados dela!

Mas como disse meu sábio pai “casamento pra dar certo, tem que dar certo” então ao invés de puxar a sardinha só para o nosso lado, o melhor é aprender que a sardinha não deve ser puxada nem tanto ao céu, nem tanto ao mar; ou seja nem muito para um lado, nem pouco para o outro, mas com equilíbrio, moderadamente.

Ainda penso que, tolher a liberdade do parceiro, em nome do relacionamento é marcar gol contra o equilíbrio na vida conjugal; por outro lado, confundir liberdade com libertinagem é falta de responsabilidade. A liberdade dentro do casamento só é possível quando vivida com responsabilidade, e não para satisfazer o egoísmo. Aliás, penso que liberdade demais atrapalha, é como crianças sem limites.

Também é bom que se saiba que, colocar nas mãos do outro a responsabilidade por sua felicidade, quase como uma exigência ou cobrança, é igualmente demolidor. No fim, torna-se chantagem emocional e, além de muito perigoso deixa a vida uma chatice.

 Outro dia, li uma história interessantíssima. Durante um seminário para casais, perguntaram à esposa: “Seu marido lhe faz feliz?” Nesse momento, o marido levantou seu pescoço, demonstrando segurança. Ele sabia que sua esposa diria que sim, pois ela jamais havia reclamado de algo durante o casamento. Todavia, sua esposa respondeu com bastante segurança: Não, ele não me faz feliz. Nesse momento, o marido já procurava a porta de saída mais próxima. E a esposa continuou: “Ele não me faz feliz. Eu sou feliz. O fato de eu ser feliz ou não, não depende dele e, sim, de mim. Eu sou a única pessoa da qual depende a minha felicidade e determino ser feliz ou não em cada situação e em cada momento da minha vida. Se a minha felicidade dependesse de outra pessoa, coisa ou circunstância sobre a face da terra, eu estaria com sérios problemas.”

Pois é. Cada um na sua. Eu faço as minhas coisas e você faz as suas. E juntos fazemos as coisas da família.  Este é o perfeito equilíbrio para uma vida conjugal em harmonia.

Parece facílimo, mas é um deus-nos-acuda. Difícil é chegar até este patamar respeitando as devidas proporções, mas se assim não for, muitos casamentos seguirão desmoronando por falta de compreensão do assunto que ultrapasse o romantismo. Amor é imprescindível, mas não dá conta sozinho. É preciso um não-sei-quê que a gente não consegue explicar, mas sente. Algo que está no ar, no olhar, e que dispensa comentários.

Para completar meu pensar, cito o jornalista Norman Mailer ”As pessoas ficam procurando o amor como solução para todos os seus problemas quando, na realidade o amor é recompensa por você ter resolvido os seus problemas”

Quer me conhecer melhor? Assista ao vídeo “Quem sou eu” https://www.laircecardoso.com.br/quem-sou-eu

http://@lairce_cardoso_ofc

Sobre o Autor: Lairce Cardoso
Lairce Cardoso

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Nasci no berço da família Cardoso, na cidade de Paranapuã, no interior de SP no dia 15 de Julho de 1.963. Sou a nona filha do Senhor Libério e da Dona Lindaura.

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