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Lairce Cardoso

PARE O MUNDO QUE EU QUERO DESCER

1 de abril

PARE O MUNDO QUE EU QUERO DESCER! Muitos de vocês já devem ter ouvido essa música do saudoso Raul Seixas. É até uma música muito engraçada e irreverente como tudo que ele cantava, os que não a conhecem se tiverem curiosidade ouçam, mas aqui, infelizmente o assunto é bem sério.

Com Mafalda, Quino colocou na boca de uma criança observações do mundo  adulto - Esquina Musical

Desde março do ano passado, há exatamente um ano, quando a notícia bombástica que um vírus vindo do outro lado do mundo poderia levar muitas pessoas à morte, sacudiu o mundo e abalou nossos alicerces.

E começaram as polêmicas:

  • É verdade, é fake News;
  • O vírus é real, é conspiração política;
  • Use máscara porque ela protege, não usa a máscara porque o uso contínuo aumenta o risco de bactérias;
  • Use álcool em gel, pra higienização de tudo, cuidado com o álcool em gel porque resseca a pele, desidrata e outras coisas mais;
  • Usem lysoforme, cloro, água sanitária e esses produtos sumiram das prateleiras do supermercado e, muita gente sofreram danos físicos e até complicações respiratórias por não saberem usá-los corretamente;
  • Fique em casa, porque o isolamento social é o que nos salvará, vai trabalhar porque precisamos movimentar a economia do pais.

Um ano se foi

Um ano se foi e, ainda estamos tentando anotar a placa da jamanta que nos atropelou. Ainda estamos discutindo polêmicas, e desde as primeiras notícias até os blá,blá,blá de hoje, o mundo parou e, sabe o que é muito triste, descobrimos que não temos como descer, tampouco para onde descer.

Muitos lares foram desfeitos, muitos entes queridos se foram, muitos comércios quebraram.

Da gripezinha à tragédia, estamos driblando ora o medo ora a coragem, que se faz necessária, para nos manter em pé. Os sentimentos vão e voltam, diante de tantas polêmicas, dores e incertezas.

Estamos lutando contra um inimigo invisível e silencioso, que por mais que já tenham estudado, na verdade não se sabe o que ele é. De uma coisa não podemos negar, está fazendo um estrago fenomenal pelo mundo afora.

Mas, eu não eu quero falar também de outro inimigo silencioso e invisível que é tão perigoso e fatal quanto esse vírus.

Estou falando do desequilibro emocional. Sabe o que é mais perigoso no meio dessa pandemia provocada pelo vírus chamado corona é uma pandemia de pessoas com ansiedade, depressão, com angústias, com medo que toma conta e paralisa, pessoas que estão desistindo de sonhar. Eu estou falando da pandemia do emocional. As pessoas estão ficando muito doentes de alma.

Outro dia, logo pela manhã eu recebi um pedido de socorro através do meu celular. Era uma jovem pedindo um atendimento de urgência para a irmã e, tinha que ser naquele momento “dizia ela”, porque a irmã estava mal a várias semanas, mas naquela noite ela tinha passado em claro, chorando sem parar e a família já não sabia mais o que fazer. Mas era de longe, então o atendimento teve que ser on-line. Vocês conseguem imaginar o que é isso, ter que segurar a mão de alguém que está sofrendo, on-line. Pois é, e assim foi.

E ela me disse que não conseguia nem respirar, que um vazio absurdo tinha tomado conta do seu peito, era um medo descontrolado, uma dor que doía até os ossos.

Uma dor que dói nos ossos

Imagina uma dor que você não consegue entender e que doí até os ossos? Se não aliviar essa dor a tragédia é fatal. Mas o que me chamou a atenção foi a idade da garota. Sabem a idade dessa garota? 15 anos. Com 15 anos é para viver na base da alegria e não da tristeza, com 15 anos essa dor de doer os ossos, não é para fazer parte da vida.

Mas, sabem porque isso está acontecendo, porque esse caos está se instaurando no meio das pessoas. Não devemos e não podemos subestimar a força descomunal desse vírus, porém mas toda essa situação ainda está ficando mais gritante por causa dos muitos disque e me disque das pessoas, dos conflitos, dos achismos.  

Muito desse caos instaurando em meio de nós, que propaga o medo, o terror, se deve a facilidade de comunicação, através principalmente das redes sociais. Não estou dizendo que a tecnologia não é uma coisa boa, é sim. Não fosse ela, não estaríamos aqui reunidos num mesmo momento, com pessoas de diversos lugares do mundo. O mal está na forma equivocada de se usar esses meios de comunicação.

Eu tinha um professor na faculdade que dizia que ele era muito mais feliz quando ele era mais ignorante. Ignorante no sentido de não saber. É isso mesmo. Veja só, um fato, uma tragédia, uma morte acontece em qualquer lugar do mundo e nós imediatamente ficamos sabendo. Mas a tecnologia encurtou as distâncias, assim o que acontece do outro lado do mundo, num piscar de olhos, já é do nosso conhecimento. E aí parece que somos obrigados a carregar essa dor também nos nossos ombros, e todas as dores vão se juntando nos nossos ombros até que não conseguimos mais carregar.

Não temos culpa

Parece que dentro de nós nasce um sentimento de culpa por estarmos bem e o outro sofrendo. E como se nós precisássemos sofrer por eles também. Acreditem nós não damos conta, porque nós não precisamos dar conta de tudo, aí explodimos e vem a dor que dói nos ossos.

Nós já passamos por outras tragédias, pandemias e sobrevivemos a tudo isso. Lá provavelmente também houve muitas perdas de vida, houve muita dor e sofrimento. E, com isso, não estou minimizando a dor e o sofrimento das pessoas nos dias de hoje, mas estou lembrando disso para falar que também naqueles momentos a dor e o sofrimento foram latentes, mas não havia uma tanta facilidade de expor notícias, comentários, caos, fake News.

Morre Quino, criador de Mafalda, um dos mais importantes quadrinistas da  Argentina - Revista O Grito! — Cultura pop, cena independente, música,  quadrinhos e cinema

Cuidado com as notícias e os vídeos que espalha por aí! Isso pode acabar com uma pessoa. Nós não precisamos ser portadores de notícias, ser o primeiro a dar a notícia. Se quer ajudar, pesquise primeiro, avalie se aquela notícia ou vídeo vai de fato ajudar, vai trazer alivio e alguma coisa de bom para o próximo, caso contrário, delete até para que você mesmo não tenha acesso. Não queira ser como as mídias sensacionalistas que ficam na disputa para ser o primeiro a dar a notícia mais impactante, para sair na ponta.

Já até deixei de cumprimentar as pessoas pelo falecimento nas redes sociais, me perdoem, mas não posso mais. Porque a cada postagem, são quilômetros e quilômetros não de consolo, mas de falatório, do número de mortos, de muitas outras coisas que ao invés da pessoa se sentir consolada, sente ainda mais aflita.

Então, todos os dias nas minhas preces, eu peço pelo universo, pela cura do nosso planeta e lá estão presentes nos meus pedidos todos os conhecidos e os desconhecidos.

Nada mais será como antes

O que mais se ouve dizer agora é “nada será como antes”. Isso é completamente negativo ou esse sentimento pode se transformar em algo positivo?

Eu acredito que é um tremendo exagero imaginar que nada será como antes. Talvez isso seja dito como uma esperança para modificarmos uma série de coisas que precisa ser modificadas nas nossa vidas. Tudo bem. Acredito sim, que teremos novos desafios, novas conquistas com a virtualidade, poderemos ter pensamentos e atitudes diferentes, mais amadurecidas, mais caridosa, mas logo, logo retomaremos nossa vida, que vai se reorganizar de forma um pouco diferente, é verdade, mas não totalmente diferente. É um pouco fantasioso acreditar que tudo mudará após a pandemia.

Tenho uma xará, a qual eu tenho uma admiração e respeito muito grande. O marido e a filha, muito jovem ainda, foram vítimas do Covid e perderam a vida. E ela todos os dias posta em suas redes sociais palavras de conforto de fé e de esperança. Ela consola, mesmo que por dentro esteja arrebentada de dor.

Tudo bem! Você não precisa ser como ela se não consegue, mas se você não tem coisas boas para falar, simplesmente silencie e ore, pois quando você ora você clama e a sua vibração se eleva, e a nossa imunidade se fortalece, quando nós reclamamos nós clamamos duas vezes aquilo que nós não queremos mais.

Ninguém aqui é vítima, ninguém aqui é culpado!

Quino, criador de Mafalda, é homenageado por cartunistas em exposição  virtual; VEJA | Pop & Arte | G1

Nós estamos falando de um problema silencioso e invisível, mas que parou o mundo e ninguém tem como descer. Então é chegado o momento de cuidar do emocional, olhar pra dentro de você, mas principalmente é chegado a hora de entender como você pode acender a luz das pessoas.

Seja a luz hoje, fale uma palavra de otimismo, coloque uma música que fale de entusiasmo. Se você pode ficar horas no celular ouvindo notícias, comentando, aproveite esse tempo e ofereça pra alguém que está sofrendo, nem que seja através da oração. Podem acreditar a oração faz milagres.

O sofrimento é uma espécie de ventre

Eu ouvi o Padre Fábio de Melo, dizer outro dia numa live que, “toda essa situação que modificou nossa vida e nos colocou em pequenos espaços, impedidos de ir e vir é como se tivéssemos nos reconduzidos ao ventre, esperando a hora de renascer. Que nascer é sempre doloroso, não é a toa que a primeira coisa que a gente faz quando nasce é chorar. É o momento em que assumimos a vida com autonomia, até então nós só respirávamos através de nossas mães. Nascer é sempre um processo doloroso, é desconfortável tanto para a mãe quanto para acriança. E aquele tapinha que antes o médico nos dava e como se ele dissesse, agora chora, por isso na agora que sentir vontade de chorar é importante chorar.

Porque tudo isso que estamos passando é como se nós tivéssemos vivendo a experiência do renascimento e, toda a vez que choramos é como se estivéssemos nos reconectando com o primeiro gesto que fizemos sozinho como pessoa ao nascer, o resto foi tudo auxiliado. Então, o choro é sempre uma expressão de vida, nós podemos transformá-lo numa experiência de vida”.

Jesus chorou também. Chorou por seus amigos, por Jerusalém, chorou pelas pessoas.

Então o choro de Jesus, nos ensina que nós podemos e devemos chorar também. Mas não é um choro de desespero é um choro de cura, que nos faz viver o renascimento. É como se disséssemos, hoje eu quero renascer, eu quero ser reconduzido ao ventre, porque o sofrimento é uma espécie de ventre, que me proporciona uma nova vida, uma nova oportunidade.

Então chore sim, chore se tem vontade, se precisa. Peça ajuda, peça colo.  Mas movimente-se na direção do bem. Não espalhe negatividade, não aumente o caos. Ajude as pessoas as pessoas a se manterem no positivo. Em vez de espalhar más notícias, espalhe pedidos de libertação de cura pelas pessoas, pelo planeta, pelo universo.

Respeitem as vítimas

Respeitem sim, as vítimas do corona, mas por favor, peço que respeitem as vítimas da dor emocional. Isso não é mimimi. É um assunto muito sério, que precisa ser respeitado.

Se cuidem, protejam-se fisicamente, mas igualmente cuidem e protejam seu emocional, converse com amigos nem que seja on-line, aproveitem o que a tecnologia nos oferece e use a nosso favor, conte piadas, dê risada, mas acima de tudo, permita-se sonhar. Não coloque um ponto final na história. Isso tudo é apenas uma vírgula. Aquela que a gente não sabe onde colocar direito.

Passe mensagens de otimismo, até formarmos um exército de pessoas que oram, que sejam positivas, acreditando que tudo passa e isso também vai passar.

Momento de cura

Então, diante de tudo isso, nesse momento eu convido a todos vocês que estão aqui comigo, a um minuto para pedir a cura e libertação de todos os males que causam dor e sofrimento nos povos de todo o mundo.

Peço que fechem seus olhos, respirem profundamente, e ao inspirar traga para dentro de si sentimentos de amor, de fé, de coragem e de bem estar. Ao expirar libere para o universo esses sentimentos. Novamente inspire e se encha de bons pensamentos, expire e mande todos esses pensamentos para o universo, mais uma vez, inspire e traga luz a boa nova e ao expirar e mande a luz e boa nova para os quatro cantos do mundo.

Traga a sua frente a imagem do nosso planeta, o azul dos mares e o verde das matas, tão lindo, nosso planeta.

E! Online Brasil on Twitter: "MUITO TRISTE: Quino, argentino criador de  Mafalda, morre aos 88 anos. https://t.co/U9UdSUGB5v… "

Admire-o por um segundo e nutre por ele todo sentimento de amor que conseguir. O planeta é a casa que nos abriga, mas perceba como ele está triste e sofrendo, porque não consegue nos proteger por isso ele merece ser curado e ser libertado de todo mal.

Então, como se fosse um passe de mágica, vá diminuindo ele, até que caiba na palma de sua mão, acolha-o na sua mão. Coloque-o no seu colo e com as suas mãos vá tecendo um manto na cor dourada, dourado como os raios do sol, cubra-o com esse manto e perceba que ele, ao receber esse carinho, esse amor começa a respirar aliviado.

Seja luz

Agora, imagina que do seu coração uma luz violeta é a cor da cura e da transmutação, então envolva todo o planeta nesta luz na cor violeta. E veja que ele vai se sentindo mais forte e feliz.

E, por fim sinta que da palma de suas mãos desprenda uma luz branca perolada, essa é a luz da paz e do amor. Embale todo o planeta nesta luz. E, veja que ele respira mais feliz.

Agradeça a ele por permitir que você contribua com sua parte para que a cura seja restabelecida e, então devolva-o para seu lugar. Sinta-se grato(a) por ter contribuído por esse momento.

Imagine uma onda de cura e libertação inundar todo o universo, veja as pessoas felizes, restabelecidas, tocando suas vidas. Veja que o sol brilha em paz novamente.

Aproveita esse momento e mande sua mensagem de luz para o momento e, imagina as pessoas jogando para cima as máscaras em sinal de libertação e de cura.

Sinta-se abençoado(a) e em paz. Respire profundamente, abra seus olhos e seja feliz.

Ajude as pessoas a serem luz a fim de que elas, estando a disposição do próximo, possam também aliviar sua dor. Eu li isso outro dia e nada é tão apropriado quanto isso neste momento “Seja a luz que ilumina, e não o interruptor que apaga.”

Veja também: https://laircecardoso.com.br/cafe-com-a-lairce/antes-que-seja-tarde-demais/

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Sobre o Autor: Lairce Cardoso
Lairce Cardoso

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Nasci no berço da família Cardoso, na cidade de Paranapuã, no interior de SP no dia 15 de Julho de 1.963. Sou a nona filha do Senhor Libério e da Dona Lindaura.

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