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Lairce Cardoso

O SILÊNCIO DOS HOMENS

22 de outubro

Que tipo de homens estão sendo formado quando, ainda nos dias atuais, muito ensinam hábitos maléficos de que menino não podem chorar, ser sensíveis ou demonstrar vulnerabilidade?

 “Vira homem, moleque.”, “Menino não chora.”, “Isso é coisa de menina.” “Engole esse choro.”, “Você tem que dar a sua palavra de homem.” “Você já é um homem, não pode fazer isso.” “Para com isso, parece mulherzinha.” “Se você fizer tal coisa, pinto o seu quarto de rosa.

Os encorajamentos (ou desencorajamentos) que as crianças recebem na infância são as suas primeiras referenciais de mundo. É no comportamento dos adultos, especialmente na fala (as palavras tem muita força) que se aprende o que é certo ou errado.

O documentário brasileiro “O silêncio dos homens” foi produzido pelo Papo de Homem e realizado pela Monstro Filmes, com pesquisa do Instituto PdH e apoio institucional da ONU Mulheres e da Campanha Eles por Elas. Ao mesmo tempo que o filme traz à tona reflexões como as masculinidades são construídas nos primeiros anos de vida, esclarecem como essas ações reverberam, muitas vezes, em modelos nocivos que prejudicam não só a autoimagem dos homens, mas também as relações que ele cria.

Motivação para o filme.

Os criadores do documentário afirmam que as pesquisas mostram que 7 em cada 10 homens não falam sobre seus maiores medos e dúvidas com os amigos. À medida em que se aprofundaram no estudo ficou evidenciado que esse silêncio está na raiz de vários outros problemas. Na longa lista está a violência doméstica, assédio, altíssimas taxas de suicídio, homicídio, mortes no trabalho e encarceramento entre os próprios homens.

“O silêncio observado entre os homens não é uma grande conspiração masculina, é como fomos criados. A maioria de nós foi treinado para sufocar o que sente, aguentar o tranco e peitar a vida, como machos. Disse ele.

O documentário mostra os impactos da educação pautada na desigualdade de gênero, assim como essas consequências contribuem para a da cultura de violência que afeta homens e mulheres.

O filme, que ouviu mais de 40 mil pessoal traz depoimentos de homens e profissionais da saúde mental e sociologia, além de dados de uma pesquisa do Consórcio de Informações Sociais (CIS) da USP (Universidade de São Paulo).

“O homem não pode agir como ele gostaria de ser, por conta de tudo o que foi ensinado a ele de como um homem deve ser”. Esta é uma afirmação do sociólogo Túlio Custódio, pesquisador da curadoria de conhecimento Inesplorato.

O mais surpreendente deste documentário é a bandeira levantada. Essa maneira de existir está causando danos para as mulheres e para todos os homens e é tempo de mudar. É um maravilhoso chamamento para a renovação do humano.

A mãe é vida. O pai é o mundo.

Bert Hellinger diz: “Somente na mão do pai a criança ganha um caminho para o mundo. Enquanto a mãe representa o cuidado, o pai representa o espírito. Por isso o olhar do pai vai para a amplitude. Dessa forma a mãe se move dentro de uma área limitada e o pai nos leva para além desses limites. O pai nos leva para uma amplitude diferente.

Para perceber essa a diferença, ele dá um exemplo bem simples, mas de fácil compreensão.  Imaginem um passeio com as crianças num parque. A mãe, a todo o tempo fala para o filho: ‘não suba na árvore’, ‘cuidado para não cair’, ‘não corra’. E está tudo certo pois ela está cumprindo seu papel de cuidar do filho.

O pai, ao contrário, ao chegar em um ambiente assim, verifica os possíveis riscos. Aí se coloca de forma a preservar o filho longe dos perigos. Atento, o deixa livre para explorar. Liberdade necessária para que o filho perceba o mundo, e mais tarde caminhe para a vida de forma completa. Por isso, diz ele, o progresso dos filhos vem principalmente do pai.

Por isso, quando assisti a esse documentário, fiz questão de trazê-lo para o blog, porque acredito na evolução humana independente de raça, credo, sexo. Então, acredito que se a mulher regressar à sua essência, e em contrapartida, o homem assumir seu papel no mundo e, se caminharmos Juntos, é possível que o transformemos esse planeta num lugar de paz e bem aventuranças.

É tempo de fortalecimento.

Por isso, deixo aqui um convite especial a vocês homens, assistam ao filme “O silêncio dos homens na íntegra”, e oportunamente aproveite para compartilhar com os homens que vocês conheçam.

Igualmente, deixo aqui um convite ainda mais especial a vocês mulheres, assistam ao filme “O silêncio dos homens na íntegra”, e aproveite para compartilhar com outras mulheres que você conheçam.

https://papodehomem.com.br/

Assista também: https://laircecardoso.com.br/cartas-de-amor/meu-jeito-de-dizer-eu-te-amo/

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Sobre o Autor: Lairce Cardoso
Lairce Cardoso

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Nasci no berço da família Cardoso, na cidade de Paranapuã, no interior de SP no dia 15 de Julho de 1.963. Sou a nona filha do Senhor Libério e da Dona Lindaura.

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