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Lairce Cardoso

E SE A SUA VIDA FOSSE UM FILME

4 de março
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Volta e meia, quando converso com alguém, e a pessoa me diz: Minha vida daria um filme, fico a imaginar como seria essa obra cinematográfica. É bem verdade que às vezes, parece que a loucura da vida é normal e, até sentimos como se vivêssemos dentro de um filme.  

O terrível é vislumbrar que esse filme tão irreal não terá o famoso “the end”, porque é a realidade!  Pior ainda é enxergar que no cinema, qualquer coisa é possível, mas na vida não tem efeitos especiais!

Mas, deixando de lado as mazelas, hoje vou desafiar vocês, a imaginar sua vida num enredo de um filme. Como seria ele? Qual o gênero fictício? Uma história de herói, uma comédia romântica, um dramalhão, um suspense, terror ou uma história de superação?

Quem seria o autor de sua obra? Você mesmo escreveria ou deixaria outra pessoa escrever sua história? Quem seria o diretor? Pense com cuidado, porque um diretor, tanto pode levá-lo a glória como poderá afundá-lo num mar de lamas. Então quem iria dirigir a história de sua vida?

E o protagonista? Já escolheu? Se está em dúvidas, penso que deveria olhar mais para si mesmo. E o roteiro? Como seria?

Se a minha vida fosse um filme…

Deveria ser filmado lá pra bandas dos Emirados Árabes e Turquia, e não dispensaria as cenas no Deserto do Saara. Não me perguntem por que, mas tenho um fascínio por turbantes, véus cobrindo rostos e os olhos negros dos beduínos. O mistério envolvendo o olhar daquele povo me enfeitiça.

Se a minha vida fosse uma filme, a trilha sonora não teria nem pé nem cabeça. Nos momentos de calmaria e de sensualidade teria as músicas românticas com batidas egípcias e eu me embolaria no rebolado da dança do ventre, já nos momentos de burburinho, seria pior que a trilha de um filme de terror.  Mas teria pop também, um pouquinho de samba e até discoteca. Só quem vive ligado no 220, sabe perfeitamente a velocidade que o nosso ritmo se altera.

Se a minha vida fosse um filme…

O cenário seria numa cidade pequena, onde todo mundo conheceria todo mundo e as pessoas seriam mais apegadas, mais solidárias e mais simpáticas. A paisagem se contrastaria com o estilo luxuoso de Istambul, com o estilo histórico de Capadócia e apaixonante como a pequena Vila de Alaçati. Bem próximo da minha residência teria um lago maravilhoso que serviria de inspirações para os mais belos pensamentos.  Deus teria que emergir essa cidade das profundezas da terra. Tudo bem! Estamos num filme. Mas o importante é que o contraste esbanjasse encanto e muito charme, sendo possível encontrar o antigo e o moderno lado a lado.

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O aroma predominante seria o da natureza, principalmente das flores ao redor da cidade. Também o aroma de coisa quente, tipo um café gostoso, daqueles que se vê a fumaça saindo da xícara e se espalhando ao redor. Se a minha vida fosse um filme, haveria aquelas cenas em que toda a família se reúne e de repente todo mundo começa a falar juntos para resolver um problema, ninguém entende nada, todo mundo discute, ri, chora e fala ao mesmo tempo e no fim, nada é resolvido e tudo é resolvido.

No meu filme teria as amigas de infância inseparáveis que sempre dão cobertura para as aventuras umas das outras, teria os dramas e conflitos da juventude, mas acima de tudo teria a camaradagem fidelíssima.

Falando sério…

Eu não entendo nada de filmes, apenas amo as histórias. Não entendo nada de fotografia, apenas sou apaixonada pelas mensagens atrás dos cliques. Tampouco entendo de roteiros cinematográficos, mas viajo nos enredos. Mas sei que se que se a minha vida fosse um filme, teria muita música, muita dança, muito romance, muito humor, muitas cores e fantasias. Mas teria também muitas doses de comprometimento, de responsabilidade, de pé no chão e de coragem.

Certamente, teria muitos momentos de rebeldia e de indignação, fases de endurecimento e de compreensão. Muitos momentos de avançar e muitos outros de recuar. Igualmente, teria os momentos de entrega e outros tantos de desilusão. Sempre existiria o momentos de construir e, os de deixar pra lá. Assim como, teria os momentos de acreditar e os de nem querer ouvir.

Mas acima de tudo, teria o exato momento que aprendi a costurar e a remendar o lado sério da vida com o lado lúdico de acreditar que tudo que está como deveria ser. Teria o momento que descobri que ser pesado cansa tudo ao seu redor, que a alegria deixa tudo mais leve à sua volta, independentemente do tamanho desta volta.  

Teria o momento em que descobri que o melhor é consertar o que quebrou, se quiser seguir em frente com mais sutileza. Ousaria ter mais sussurros na calada da noite para dizer todas as palavras não ditas. Distribuiria mais afagos e colo. Pintaria tudo com mais cores e faria mais batuques.

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Se a minha vida fosse um filme…

Haveria muito barulho de risos intermináveis, de banhos de cachoeiras, de crianças correndo, de carros, de animais, de chuva, de trabalho. Enfim, teria muito barulho da vida acontecendo, de um pôr do sol ao outro. Se a minha vida fosse um filme, todo dia haveria sol, e à noite a lua prateada viria nos coroar com toda sua beleza.

Se tivesse a honra de estrelar minha vida num filme, eu misturaria tudo o que aprendi com o meu jeito sisudo de viver, com a doçura de uma comédia romântica, onde tudo acaba bem e todos são felizes pra sempre, independente de todos os perrengues vividos ao longo de toda a história.

Tenho certeza que daria um bom enredo, talvez fosse a história de uma princesa à espera de um príncipe beduíno, mas é claro que eu não estaria numa torre, provavelmente estaria dando muito trabalho ao meu pai, um sheik árabe muito respeitado, tentando convencer que não teria problema nenhum dar uma voltinha até o Deserto do Saara, na companhia do meu amado. E sem burca, é claro.

Mas, conta ai! Se a sua vida fosse um filme, como seria ele?

Veja também: https://laircecardoso.com.br/pedacos-da-vida/o-barulho-que-o-silencio-fez-em-mim/

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Sobre o Autor: Lairce Cardoso
Lairce Cardoso

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Nasci no berço da família Cardoso, na cidade de Paranapuã, no interior de SP no dia 15 de Julho de 1.963. Sou a nona filha do Senhor Libério e da Dona Lindaura.

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