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Lairce Cardoso

DESPERTE PARA A VIDA, SAIA DA CONCHA

22 de abril
SAIA DA CONCHA - Rádio Humaniversidade

Ser curioso é bom porque é assim começa a jornada de questionamento sobre a vida, assim sendo a curiosidade se torna numa inspiração para o aprendizado.

Mas se você não for além, e apenas ficar cultivando o sentimento de ser um curioso sobre qualquer coisa, que importância terá isso? Afinal de contas e, muito provavelmente você ficará apenas pulando de curiosidade em curiosidade, seguindo como um barco à deriva, ao sabor das ondas e, jamais irá ancorar num porto seguro.

A curiosidade é um ponto de partida, mas depois, se quiser navegar por mares mais expressivos, é preciso se tornar mais impulsivo, a fim de fazer da vida uma constante busca, não apenas uma mera curiosidade.

Muitas são as indagações, mas nunca estivesse tão certa de que a vida é sim, uma permanente e desesperada busca, uma busca por algo que não se sabe o que é.

Muitos até poderão dizer: Eh! Não penso nessas coisas, não. Isso é filosofia barata. Até pode ser, sob o seu ponto de vista. Mas, ainda assim tenho certeza que dentro de cada um, à sua maneira, existe um impulso na direção de procurar algo que o preencha, que o satisfaça, ainda que não saiba o que, tampouco o que se procura.

Mas, vamos olhar sob o seguinte ponto de vista. Quando uma dúvida se torna tão importante que você se dispõe a sacrificar a própria vida por ela, então ela é uma busca. Quando uma questão tem tamanha importância, tamanho significado, que você pode arriscar e apostar tudo o que tem para experimentar compreendê-la, então ela se torna uma busca.

Viver na zona de conforto, pode ser mais cômodo, não o mais satisfatório

A sociedade sempre pregou que, devemos optar pelo conveniente, pelo confortável. Que devemos seguir sempre no mesmo caminho da boiada, optar pelo mesmo caminho batido que os nossos antepassados e os antepassados dos nossos antepassados, desde Adão e Eva, já caminharam. Essa é a prova: tantos milhões de pessoas já o percorreram, então esse não pode ser o caminho errado. Por que, haveria você de querer percorrer um caminho diferente?

Mas reflita uma coisa, que talvez você não tenha se atentado: ninguém nessa multidão experienciou viver o que está no seu íntimo. Os seus desejos, seus anseios ou o que você nem sabe que procura.  Essa experiência é exclusiva à você, por isso a suas buscas não podem mais ser as mesmas apresentadas à você, no dia em que ousou desembarcar nesse planeta. Porque a vida é assim mesmo, ela espera que você ouse buscar, ainda que nem saiba o que.

Sempre que houver alternativas, tenha cuidado. Não opte pelo conveniente, pelo confortável, pelo respeitável, pelo socialmente aceitável, pelo honroso. Opte pelo que faz seu coração vibrar. Opte pelo que gostaria de fazer, apesar das consequências.

Seja comedido

Como remover uma lesma do mar de sua concha

Todo mundo lhe diz para ser comedido. Por quê? Se a vida é tão curta, por que ser comedido? Salte o mais alto que puder, ainda que, por hora, esse salto não seja muito alto, pelo menos já teve um começo. Dance com toda a sua energia, mesmo naqueles dias que, ainda se questione se o melhor, não seria ter ficado vendendo bananas.

Viver como todo mundo significa fazer parte das mesmas mentiras que o mundo chama de etiqueta, de boas maneiras. Embora muitos falem sobre a verdade, mas vivam em um mundo de mentiras, estou certa que seu coração anseia pela autenticidade e, no fundo, elas tem vergonha de si mesmas por não serem verdadeiras, então disfarçam palavreando sobre a verdade. Mas isso não passa de mera conversa e palavras jogadas ao vento.

Viver de acordo com a verdade é perigoso demais, é um alto risco, que o deixa transparente demais, vulnerável demais. A expressão liso feito quiabo, não pertence ao seu vocabulário.

Senhora liberdade

E o mesmo acontece com a liberdade. Da boca para fora, todo mundo quer liberdade, mas ninguém é livre de fato e ninguém quer realmente ser livre, porque a liberdade traz altas responsabilidades. Ela não vem sozinha.

Com medo das respostas para as suas buscas, com medo de assumir o alto preço de viver sob o manto da verdade e da liberdade, muitos vão abrindo mão de uma coisinha aqui outra ali, fazendo concessões, carregando nos ombros fardos que não são seus, mas mais cedo ou mais tarde, a vida os cobrará por essas atitudes e, provavelmente não conseguirão se perdoar por isso.

Verdadeiramente, muitos tem-se a consciência de que poderiam ter sido mais ousados, mas provaram ser covardes. Falharam consigo mesmos e perderam o respeito por si mesmos. Esse é o alto preço e a consequência das concessões.

Por quê fazer concessões?

O que temos a perder? Nessa vida tão curta, deveríamos viver o mais intensamente possível. Sem medo de ir aos extremos. Você não pode ser incompleto, exija a sua totalidade. Essa é a última fronteira.

Concessão é uma das palavras mais feias que eu já ouvi. Ela significa: Eu participo com a minha metade e você com a sua; eu aceito a metade que, por ventura me cabe e, você que se contente com a sua metade.

Saber que tudo aquilo que acreditou como imprescindível no seu viver, deu em nada, é o começo de uma nova jornada. Saber que tudo que foi conquistado, se perdeu, é o início para uma nova busca, por algo que não pode perder. O que é esse algo? Provavelmente a resposta esteja lá dentro de você. Pelo menos, a ideia dele. No entanto, você terá que ser muito corajoso e muito honesto com você mesmo, para conseguir decifrar o enigma.

Não devemos viver esperando chegar ao fim da vida. Viver não é um meio de se chegar ao fim, a vida é um fim por si só. O vôo de um pássaro, a rosa ao vento, o sol nascendo pela manhã, as estrelas à noite, um homem apaixonado por uma mulher, uma criança brincando na rua, isso é a vida acontecendo.  Nascendo e morrendo a cada segundo. Começando e terminado a cada instante. A vida é simplesmente usufruir dela, divertir-se com ela.

A vida é energia transbordando…

Fluindo, sem esperar qualquer destino. Mesmo porque o ontem já se foi e, não se pode recuperar nenhum segundo dele, enquanto que o amanhã talvez nem exista, o agora é a única certeza.  

Cometer erros não é errado, cometa todos os erros que for capaz. Só desse jeito que aprenderá mais. Só não insista no infame erro de parar com suas buscas, escondido aí dentro da sua concha. 

Veja também: https://laircecardoso.com.br/cafe-com-a-lairce/a-mulher-que-querem-que-eu-seja/  

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Sobre o Autor: Lairce Cardoso
Lairce Cardoso

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Nasci no berço da família Cardoso, na cidade de Paranapuã, no interior de SP no dia 15 de Julho de 1.963. Sou a nona filha do Senhor Libério e da Dona Lindaura.

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