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Lairce Cardoso

COISA INJUSTA ESSA VIDA. SERÁ?

30 de setembro

Será que a vida é mesmo injusta?

“Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás para a frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí, viver num asilo até ser chutado para fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante para poder aproveitar sua aposentadoria.

Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade. Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade. Você se torna um bebezinho de colo, volta para o útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?”

Esse texto é de autoria de um famoso comediante norte-americano, Sean Morey. É um desabafo sobre a sua visão injusta de como a vida termina.

Seria mesmo genial, não fosse pôr em dúvida a genialidade de alguém muito mais grandioso e misericordioso: Deus.

O filme “O Curioso Caso de Benjamim Button”, interpretado por Brad Pitt, vivencia exatamente esta experiência: um homem que nasce com oitenta e poucos anos e rejuvenesce a cada dia que passa.

É a história de um homem não muito comum, porém percorrendo uma jornada tão incomum quanto pode ser a de qualquer pessoa. Em outras palavras, a história conta sobre pessoas e lugares que ele descobre ao longo do caminho. Dos amores que encontra, dos que perde, das alegrias da vida e das tristezas da morte e do que permanece além do tempo.

Mas, qual a mensagem que o filme traz?

Tem um trecho que eu considero muito especial porque explica exatamente o foco principal desse filme: a valorização da vida. “Sou cego de um olho, não ouço muito bem, tenho espasmos musculares e tremores contínuos, às vezes perco a linha do pensamento. Mas sabe de uma coisa? Deus tem me lembrando sempre a sorte que tenho por estar vivo.”

Não diferentemente de qualquer outro homem, somente com o passar dos tempos é que ele foi aprendendo a observar e respeitar os reais valores da vida. Embora muito curioso e diferente, na verdade o filme não apresenta nenhum milagre na forma de viver. Apenas o diferencia da vida normal, o fato de vivê-la de trás para frente, ou seja nascer idoso e morrer como um bebê.   

Portanto, resumindo a ópera, Benjamim Button teve uma vida tão singular quanto a vida de qualquer outro homem pessoa, por outro lado o que o desiguala dos homens comuns é exatamente a façanha de viver a vida exatamente como os iguais, porém de trás para frente.

Mas, se isso fosse possível, se pudéssemos nascer aos oitenta e ir rejuvenescendo a cada dia, o que parece num primeiro olhar muito mais interessante, não tenha dúvidas que assim como Benjamim Button haveríamos de passar por muitos obstáculos e dificuldades.   

Por fim, não importa a forma escolhida de se viver, de trás para a frente, de frente para trás, tradicional ou inventada, ainda não inventarem (acredito que nunca inventarão) fórmulas mágicas que libere de você, a tarefa de conduzir a sua vida com sabedoria para que dela tire os ensinamentos e proveitos que lhes cabe.    

Sem esquecer-se que de uma forma ou de outra, viver a vida é o que todos queremos, e que apesar de tudo ela é bela e vale a pena ser vivida em toda sua extensão.

Concordam comigo?

Ouça o PodCast: Uma Carta para o Senhor Medo

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Sobre o Autor: Lairce Cardoso
Lairce Cardoso

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Nasci no berço da família Cardoso, na cidade de Paranapuã, no interior de SP no dia 15 de Julho de 1.963. Sou a nona filha do Senhor Libério e da Dona Lindaura.

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