Blog Lairce Cardoso

Lairce Cardoso

MEU FILHO: RAZÃO DA MINHA SUPERAÇÃO

5 de maio

O comovente depoimento de uma mãe que buscou, no amor que sente pelo o filho, a razão da sua superação por causa de um terrível problema de saúde.

Sou a Cristiane, nasci em 30/06/1969, casada e tenho um filho de 13 anos, o FELIPE RAPHAEL.

Definição de Mãe? Pra mim, toda mãe precisa ser amiga e parceira. Um porto seguro, para que em qualquer situação, o filho sinta que tem uma confidente pra conversar e falar sobre qualquer assunto.  Toda mãe, ainda que com erros e acertos, deve encaminhar e preparar sua cria para o mundo, esclarecendo sobre as coisas da vida de maneira aberta e sem preconceitos.

Antes do Felipe, engravidei duas vezes e, infelizmente as duas gestações das duas meninas não vingaram, foram duas perdas muito doloridas e irreparáveis que se fosse possível queria apagar de minha mente. Como não é, aprendi a conviver com essa dor e seguir a vida da melhor forma.

Mas todo esse sofrimento trouxe o aprendizado de que nem tudo está ao alcance da gente, mas com certeza tudo está sob o controle e nas mãos de Deus. Cabe a nós apenas fazer, da melhor forma possível, a nossa parte que sob o comando Dele tudo dará certo.

Procuro educar meu filho sempre mostrando os bons caminhos a serem seguidos, procuro ensinar os bons costumes e prepara-lo para a vida conforme os preceitos religiosos, de boa educação e de respeito, acima de tudo.

Meu filho muito me alegra, pois é um ser iluminado. Acredito que Deus escolheu-o a dedo como empréstimo concedido a mim. Meu filho é meu tudo.

Me marcou muito quando o Felipe começou ir para a escola nos seus 4 aninhos. Esperei até o último momento pra isso, pois pra mim foi muito difícil cortar o cordão umbilical (aliás não cortei até hoje).

Ah! Como sofri com o primeiro corte no queixo por um tombo, estávamos sozinhos em casa e todo aquele sangue, quase pirei.

A paciência é o pilar para construção de uma família porque às vezes não é fácil manter a harmonia, principalmente porque são cabeças pensando de forma diferente sobre todos os aspectos. Por causa do amor incondicional aos filhos, é preciso ter cautela antes de tomar decisões. Seremos sempre o exemplo a seguir, por isso temos que pensar neles e com muito amor e compreensão ensiná-los a encarar as coisas da vida, como devem ser.

Ah! Mas é claro que muito dos ensinamentos de hoje serão compreendidos por eles quando tiverem seus próprios filhos. Saberão o significado das alegrias e dores da maternidade ou paternidade, quando também ocuparem o lugar de pais, assim como aconteceu conosco. Saberão o significado de estar impotente por não poder ocupar o lugar deles nas dificuldades, frustrações, nas doenças, sim, porque no fundo acredito que toda mãe, se pudesse pouparia seus filhos de tudo.

Mas graças a Deus, as alegrias de ser mãe é pra todo o sempre, desde que geramos essas coisas gostosas. Não é mesmo?

Sempre fui uma pessoa muito temente a Deus. Passei minha vida segurando em Suas mãos. Através de minhas orações sempre conversei muito com Ele e Sua presença sempre foi constante em meu viver.

Sempre fui muito independente e habitualmente tomava a frente de todas as coisas, buscando soluções sem ter medo das coisas. Todo o tempo procurei ser companheira, especialmente do meu filho e nunca teve tempo ruim pra nós, não tinha dificuldade que nos impedia de ir a todos os lugares, por exemplo. Apesar de trabalhar fora jamais deixei o cansaço ou desânimo me dominar e arrumava tempo pra tudo.  A frase “agora não dá” em nenhum momento fez parte de meu vocabulário.

Mas, quando achei que estava tudo certo, tudo sob controle fui fortemente surpreendida na minha vida. E que surpresa ela me trouxe!

Em setembro de 2019, por conta de uma dor insuportável nas minhas pernas fiz uma verdadeira peregrinação por hospitais, médicos particulares, massagistas e farmacêuticos, até que por fim, um ortopedista diagnosticou a minha enfermidade como Nervo Ciático inflamado. Ok, se é isso vamos tratar.

Então foram muitas injeções, remédios e nada de resolver o problema, aliás a dor aumentava a cada dia. No dia 18 de setembro, uma crise que quase me enlouqueceu de dor, levou-me para o atendimento de emergência da Unicamp e o novo diagnóstico médico nos deixou sem chão.

– Você tem que fazer uma cirurgia de urgência, pois corre risco de vir a óbito por causa de uma trombose grave, sendo que esse coágulo poderá atingir seus órgãos vitais. Essa foi a fala do médico, dura e sem piedade.

É claro que meu esposo entrou em desespero, não era para menos, mas minha fé gritou mais alto em mim e, por isso tive a certeza que daria tudo certo. E foi aí que, surpreendida com uma tragédia, veio a surpresa maior que é a certeza de que Deus não desampara aqueles que buscam Nele o seu consolo.

Não sei de onde veio, mas naquele momento senti uma força imensa e uma luz iluminou minha visão e pude ver muitas pessoas de branco em minha volta. De alguma forma sabia que aqueles não eram médicos da terra, pois esses trajavam uniformes na cor azul, eram cirurgiões vasculares.

Então meu medo se foi e eu rapidamente tomei a iniciativa e pedi para que eles fizessem o que tinham que fazer. Todos ficaram espantados com a minha decisão tão repentina.

Meu esposo desesperado sem entender nada só me perguntava: E agora? E agora? E assim fui pra cirurgia.

Foram quase 10 horas na mesa de cirurgia, onde os médicos trabalharam exaustivamente para a desobstrução de cada artéria e de cada veia, depois desse tempo, dando por encerrada a cirurgia fui para recuperação sob observação médica.

No dia seguinte recebi a notícia mais triste da minha vida, pois a cirurgia não tivera sucesso, então se fazia necessário a amputação dos dois membros inferiores, para cessar o risco de vida.

Minhas duas pernas! Meu Deus! Justo eu que nada me impedia de ir e vir para onde bem quisesse.

A notícia era terrível, mas de alguma forma pareceu-me que já estava preparada pra aquilo e desta vez tive que tomar a decisão mais dolorosa da minha vida e assinar o termo de responsabilidade autorizando nova cirurgia, e desta vez, para amputar minhas pernas.

Mas graças a Deus novamente me senti amparada, com uma força inexplicável e sem desanimar, busquei o lado positivo. Ainda estaria viva.  

Oito meses se passaram, desde aquela dolorosa decisão e hoje estou aqui, mais forte que nunca. A cada dia minha recuperação vai se tornando mais branda e aos poucos estou me adaptando a esse novo jeito de viver.

Jamais tiro Deus do meu lado, pois tenho certeza de que Ele me ampara a cada momento de minha vida, acredito que algum propósito Ele tem para mim, pois todos os exames tiveram resultados normais e, até hoje, os médicos também não conseguem explicar porque aconteceu isso comigo. Eu sempre fui uma pessoa saudável e nunca tive nenhuma complicação, mais séria, de saúde.

Enfim, como disse no começo da minha história, está tudo nas mãos de Deus. Nós não temos o controle sobre nada, Ele sim.

Minha boa recuperação tem sido tão repentina quando o acontecido e agora estou me preparando para o próximo passo, que é a colocação das minhas próteses. E, como tudo na minha vida, será no tempo de Deus, mas eu creio que conseguirei vencer, também, mais essa batalha.

Sou muito grata a Deus por tudo, principalmente pela vida, e é aí que entra a maravilha e o mistério de ser mãe, pois toda essa fortaleza que me cerca veio de Deus, sem dúvidas, mas o desejo de agarrar ao único fio de esperança para continuar a viver foi por causa de meu filho.

O amor de Deus é divino, mas busco no meu filho a inspiração terrena para continuar na minha luta pela manutenção de minha vida. Ele é o grande responsável por essa minha força. A força que vem com a maternidade.

Quer me conhecer melhor? Assista ao vídeo “Quem sou eu” https://www.laircecardoso.com.br/quem-sou-eu

Sobre o Autor: Lairce Cardoso
Lairce Cardoso

|

Nasci no berço da família Cardoso, na cidade de Paranapuã, no interior de SP no dia 15 de Julho de 1.963. Sou a nona filha do Senhor Libério e da Dona Lindaura.

Comentários (2)

Simone masson Responder

Faz uns 8 anos ou mais que conheço a Cris, sempre muito vaidosa, sempre muito alegre, quando o dia 18 de setembro vem a notícia que ia fazer uma cirurgia de risco e um risco enorme de não resistir.
Meu Deus que desespero como assim a Cris como assim as pernas dela lindas definidas sem nenhuma varizes adora roupa curta mostrar as pernas.
E ai vamos no hospital ver a Cris, mas o que falar quando ver ela? Não pode chorar precisa ser forte, assim fomos combinando no carro.
Quando chegamos na Unicamp entramos no quarto e para nossa surpresa estava ela com o sorriso imenso no rosto e nos dizia, estou bem estou viva graças a Deus, só não vou correr atrás de ninguém agora kkk, essa é a Cris, eita mulher de fibra e muita garra Deus te abençoe sempre minha amiga, minha irmã de coração amo muito.

5 de maio de 2020 at 15:14
POLIANA DE SOUZA BANDEIRA Responder

Essa mulher guerreira tive o prazer de trabalharmos juntas , uma pessoa que nunca é jamais faz diferença com o próximo , eu desejo do fundo do meu coração que o senhor Jesus abençoe ricamente sempre ela , tudo de bom pra vc amiga , Deus é fiel ? sempre em nossa vida te amo amiga hoje é sempre ?

5 de maio de 2020 at 18:53

Deixe uma mensagem

Qual o seu nome?
Preencha com um e-mail válido
O seu endereço de e-mail não será publicado
Digite uma mensagem :)