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Lairce Cardoso

A VIDA É O AR QUE EU RESPIRO

1 de abril

  A vida é o ar que eu respiro.  Me reinventei quando descobri que só com fé, determinação e coragem é que a vida vale a pena de ser vivida.

Prazer, meu nome é Rosaine Bezerra e tenho cinquenta e seis anos idade. Atualmente moro em Campinas, mas minhas raízes são do interior de São Paulo de uma cidade pequena chamada Bilac. Nasci no ano de 1963 e sou a quinta filha do casal Francisco Bezerra e Izaura Lima Ribeiro Bezerra.

Mas um acontecimento mudou toda minha história.

   Em julho de um 1964 mamãe ficou grávida pela sexta vez. O período de gestação correu tudo bem, mas infelizmente uma complicação no parto, tornou mais difícil a chegada da minha irmãzinha em meio à nossa família.

No dia 20 de marco de 1965 minha mãe deu vida à Nina, mas partiu para sempre, pois faleceu logo após dar a luz a minha irmã com vinte e oito anos de idade. Papai ficou viúvo aos trinta e três anos com a missão de criar e educar cinco meninas e um menino. Fiquei órfã com apenas um ano e seis meses de vida e ali, naquele triste episódio, perdi um pedaço de mim.

Uma nova história, então, começou a ser escrita no livro de nossas vidas.

A nina foi acolhida na hora do parto por uma tia irmã de minha mãe, que com o passar do tempo, com a devida permissão de meu pai foi adotada pela família que a acolheu num momento tão difícil.

Papai vendeu tudo que tinha e nós fomos morar em um sítio com uma tia que nos amparou naquele momento de dor e de perda irreparável. Com o passar do tempo, meu pai conheceu a Maria de Lurdes, que tinha na ocasião dezoito anos de idade e, por amor aceitou casar-se com  meu pai e assumir os cinco filhos, quatro meninas e um menino, como seus filhos.

E a Dona Maria de Lurdes foi a mãe que conheci no dia em que eu completei quatro anos de idade.  Ela chegou na minha vida e eu a agradeço por seu colo e também pelo braço forte ao lado do meu pai. Hoje meus pais já não estão mais entre nós. Não fisicamente, mas deixou uma lição de amor, determinação e coragem, mas eles foram meu espelho, minha cartilha, tudo que sou devo a eles.

Me casei aos vinte e dois anos de idade e fui mãe aos vinte e quatro. Meu segundo filho nasceu quando eu tinha trinta e oito anos, aos quarenta engravidei de novo, e então nasceu minha filha linda, minha princesa, que veio para completar o ciclo de ser mãe. Sou extremamente feliz com essas joias que são meus três filhos, por eles sou fera e sou leoa, mas ao mesmo tempo uma gatinha, sou capaz de tudo por eles e os amo loucamente, meus filhos são minha vida.

   O que me motiva a viver são meus filhos, por eles sinto uma força gigantesca e enfrento o mundo por eles, meus filhos são os motivos da minha felicidade.

   Mas além de meus filhos, minhas paixões são minha casa, meu trabalho e meus amigos. E é isso que me faz feliz, acordar todos os dias e ter o privilégio de ver meus filhos bem e com saúde e poder agradecer a Deus pela dádiva da vida.

   Deixei de fazer muitas coisas por comodismo ou por achar que o tempo já havia passado para mim, mas descobri que sempre há tempo de recomeçar, enquanto há vida, há esperança e, assim sempre haverá chance de realizar sonhos adiados e recuperar o tempo perdido.

A prova disso foi retomar meus estudos que eu havia deixado para trás e aos cinquenta e seis anos estou no segundo ano de psicologia, um sonho que foi adiado por muitas razões, como casa, filhos pequenos, trabalho e até falta de grana mesmo. Hoje sou mais madura e com os filhos criados, estou investindo na realização deste sonho.

   O que contribuiu para eu ser quem sou hoje foi a persistência. Pude ter adiado algumas vezes, mas nunca desisti dos meus sonhos e sempre acreditei na possibilidade de realizá-los.

   Eu me orgulho de muitas coisas, uma delas é ter a coragem para enfrentar os desafios com determinação e saber que sou a única responsável pelos meus atos. Também me orgulho por não ter medo de enfrentar os desafios e que são muitos, mas com serenidade, amor e perseverança vou vencendo cada um deles. O maior exemplo foi concluir meus estudos do ensino fundamental e médio aos cinquenta anos de idade, e hoje com cinquenta e seis entrar numa universidade para fazer que realmente amo.

Por tudo isso é que eu me amo e eu sou apaixonada por mim, eu não sei mais viver sem mim.

   Tenho uma gratidão imensa pela vida e sou grata por tudo, inclusive pelos tombos e tropeços pois foi por causa deles que aprendi a me levantar e a caminhar. Sou grata pelo meu trabalho aprendi na jornada da vida a arregaçar as mangas e abrir os braços para tudo que vier, sem importar se é coisa boa ou ruim, triste, alegre ou dolorosa.

Acredito que a vida é um eterno aprender e nessa escola, só não aprende quem não quer. Foram muitos os professores e na maioria das vezes, o quadro era negro, mas foi nele que eu tive que escrever minha própria história para chegar até aqui.

Nunca estive tão em forma e feliz comigo. Hoje, sem me importar com a minha idade pratico esporte e sou quase uma atleta, sempre que eu tenho tempo corro de oito a vinte quilômetros. E para as pessoas que acha que tudo está perdido, que não tem mais idade e nem coragem, eu sempre digo: Tudo depende de você, você é a pessoa mais importante! Não desista! Persista e vá em frente, tudo é possível por aquele que crê.

   Se você quer um estilo de vida que o faça feliz, invista em você e faça boas amizades, pense sempre positivo e agradeça pela manhã a luz do sol. O tempo nublado, o vento e a neblina, tudo faz parte do nosso existir. Não deixe de dar boas risadas, abraçar, dizer eu te amo, dar bom dia ao desconhecido porque quem você conhece já tem o seu bom dia.

Sair por aí em busca de conhecimento e novas conquistas, isso é que faz a vida valer a pena e com certeza vai te fazer feliz.

    A VIDA TERMINA COM UM SOPRO, POR ISSO ENQUANTO SOMOS CHAMAS ACESSAS VAMOS FAZÊ-LA VALER A PENA.

Quer me conhecer melhor? Assista ao vídeo “Quem sou eu” https://www.laircecardoso.com.br/quem-sou-eu

Sobre o Autor: Lairce Cardoso
Lairce Cardoso

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Nasci no berço da família Cardoso, na cidade de Paranapuã, no interior de SP no dia 15 de Julho de 1.963. Sou a nona filha do Senhor Libério e da Dona Lindaura.

Comentários (1)

Sonia Responder

Parabéns, Rosaine!
Bela história de persistência e superação! ????

2 de abril de 2020 at 00:01

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