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Lairce Cardoso

MEDITAR: SILENCIAR PARA OUVIR A ALMA

7 de janeiro

Quando decidir escrever sobre meditação, queria algo que ensinasse sobre a simplicidade do ato de meditar, mas ao mesmo tempo que, restasse claro a dimensão dos benefícios dessa grande ferramenta de auto controle e conhecimento, capaz de produzir tanto bem para o ser humano e tão pouco utilizado por nós.

Foi então que deparei com a tradução de um texto onde o Guru Indiano Osho responde o questionamento de um Advogado sobre a Arte de Meditar.

Pronto, era exatamente o que eu queria. Então, emprestei as palavras do sábio Guru, para falar sobre a maravilha dessa arte milenar.

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“Querido Osho,

Eu sou um advogado. Eu não sei como meditar e estou ocupado todo o tempo. Por favor, poderia me sugerir o que fazer?

         É importante compreender isto, porque todos os professores de meditação no mundo dizem que você tem que separar um tempo para meditação. Os muçulmanos têm que meditar cinco vezes ao dia. Por cinco vezes eles devem fechar suas lojas, seus negócios, se forem realmente muçulmanos. Mas isto é absolutamente impraticável. Se o homem está dirigindo um trem ou viajando num avião, e se tiver que parar cinco vezes, isto não vai ser meditação, isto vai ser um massacre!


         Minha abordagem para meditação é totalmente diferente. Eu não lhe digo que você tem que ter um tempo separado para meditação. Meditação deve ser exatamente como a respiração. Você não tem um tempo separado para ela, de modo que pela manhã você respira e depois vai para seu trabalho e esquece de respirar. Você segue fazendo suas coisas e continua respirando.

Meditação deve ser alguma coisa que corre como uma subcorrente (*) ao longo de todas as atividades de seu dia. Eu vou lhe sugerir uma meditação simples. Não interessa o que você estiver fazendo – pode estar cavando um buraco na terra, plantando novas roseiras em seu jardim, trabalhando em sua loja ou defendendo uma causa no tribunal de justiça. O que você estiver fazendo, faça com toda consciência, faça com atenção total.

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  Eu lhe direi o que significa isto.

      Certa vez Buda estava passando por Shrivasti com seu discípulo mais querido, Ananda. Uma mosca veio e pousou em sua testa. Exatamente como nós faríamos, ele simplesmente abanou sua mão e a mosca se foi. Então ele parou e levou sua mão muito cuidadosamente e conscientemente. A mosca não estava mais lá, mas ele abanou sua mão com grande graça. Ananda não conseguiu entender o que estava acontecendo. Ele disse, ‘A mosca estava ali há poucos instantes mas ela já se foi. Agora, o que você está fazendo?’


         E Buda disse, ‘Daquela vez eu fiz errado, eu fiz sem consciência. Eu continuei conversando com você e mecanicamente eu levantei minha mão, sem estar consciente do que estava fazendo. Agora eu estou fazendo da maneira como deveria ter feito da primeira vez, para me lembrar de que isto não deve acontecer de novo.’

Qualquer ação feita com consciência se torna meditação. No começo será difícil, você vai se esquecer várias vezes. Mas não se desencoraje. Mesmo se em vinte e quatro horas você conseguir estar consciente por vinte e quatro segundos, isto já é mais do que o suficiente, porque o segredo é o mesmo. Se você conseguir por um segundo, você já terá conhecido a chave, você terá descoberto o jeito.

Então é só uma questão de tempo

Aos poucos haverá espaços maiores em que você estará consciente. A ação continua; e não apenas continua, ela se torna melhor do que era anteriormente, porque agora você está fazendo com muita consciência. A qualidade do que você faz muda porque você está consciente, está totalmente presente, sua intensidade muda, o seu insight, a sua compreensão e as suas ações começam a ter uma graça própria.

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         A meditação deve se espalhar pouco a pouco por toda a sua vida. Mesmo quando for dormir, ao deitar em sua cama, tenha alguns minutos para si quando for dormir. Nestes poucos minutos, esteja alerta – quanto ao silêncio, à escuridão, ao corpo relaxado. Permaneça alerta na medida em que o sono começa a a chegar em você, até o ponto de estar completamente  dominado pelo sono.

E você ficará surpreso porque se você continuar alerta até o último momento quando o sono toma conta, de manhã, o primeiro pensamento será novamente sobre consciência. Qualquer que seja o último pensamento antes que você durma, é sempre o primeiro de manhã, quando você acorda, porque ele continua como uma subcorrente ao longo do seu sono.

Você não consegue encontrar tempo, ninguém consegue.

O dia está muito cheio. Mas seis ou oito horas durante a noite podem ser transformadas em meditação. Mesmo um Buda ficará com inveja de você. Mesmo ele não consegue meditar oito horas. É simplesmente um esforço inteligente para transformar o seu sono. Ao tomar um banho, por que não fazê-lo com consciência? Por que fazê-lo mecanicamente? Fazer feito um robô, porque você faz todos os dias, acaba se tornando mecânico. Faça tudo não mecanicamente e aos poucos a meditação não será uma questão que necessite separar um tempo. Ela se tornará espalhada por todo o seu dia, vinte e quatro horas. Somente então você estará no caminho certo.


         As pessoas que meditam dez minutos pela manhã, não estão alcançando muito. Porque são dez minutos de meditação e vinte e quatro horas contra a meditação – quem você acha que vai vencer? Você tem que jogar o peso de vinte e quatro horas de meditação contra vinte e quatro horas de vida comum. Então haverá a garantia absoluta de que o sucesso será seu.”

                                                       OSHO – The Last Testament- Vol. 5 – Cap. 22
                                                          Tradução: Sw. Bodhi Champak

NT: Segundo o dicionário Aurélio, Subcorrente é a corrente que existe sob a corrente superficial, o mais das vezes em direção oposta a ela.

Veja também: https://laircecardoso.com.br/pedacos-da-vida/o-quarto-de-guerra-o-poder-da-oracao/

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Sobre o Autor: Lairce Cardoso
Lairce Cardoso

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Nasci no berço da família Cardoso, na cidade de Paranapuã, no interior de SP no dia 15 de Julho de 1.963. Sou a nona filha do Senhor Libério e da Dona Lindaura.

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