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Lairce Cardoso

PARECE UM CONTO DE FADAS

1 de julho
História A Menina Da Janela - História escrita por FireSultan - Spirit  Fanfics e Histórias

Parece um conto de fadas, mas há muito amor vivido em plenitude, quando este ocupa o lugar da solidão.

O lindo entardecer ensolarado anunciou o fim daquele dia de verão.  Assumindo lentamente seu turno, surpreendentemente a belíssima noite ocupou seu espaço, iluminada pelo brilho intenso da lua cheia.

O céu estrelado transmitia paz infinita. Projetados nas fachadas dos edifícios, os fachos luminosos dos carros mesclavam-se com a iluminação feérica da cidade grande. As luzes amarelas refletidas nas copas das árvores simulavam coroas douradas, balançando na suave brisa da noite. Pessoas se esgueiravam apressadas pelas ruas, a fim de retornar aos seus lares.  Muitas delas, encerrando um laborioso dia de trabalho.

O burburinho do início da noite vai aos poucos se aquietando. Lentamente, as ruas vão se esvaziando. Apenas um ou outro transeunte solitário ainda transita pelas calçadas quase desertas. Assim depois da agitação frenética do dia, restou apenas o silêncio e a escuridão. Restou apenas a noite…

Os ponteiros do relógio marcavam meia noite.  Apreensiva uma figura feminina, debruçada sobre o peitoral da janela, como se vigiasse as ruas à espera de alguém. O silêncio e a escuridão da noite, causava-lhe mais angustia àquela espera sem fim.

A ESPERA INCESSANTE LHE ROUBA A PAZ

Talvez provavelmente, a angústia aperta-lhe o coração, porque nem mesmo ela consegue compreender o que espera. Olha mais uma vez pro céu, esperando por uma resposta que não veio e, por fim suspirando melancolicamente, tenta mais uma noite conciliar o sono que não vem.

Perdeu-se a conta das tardes e noites que o peitoral da janela daquela humilde residência, teve a companhia insistente de quem busca no céu e nas estrelas, o calor que acalente teu coração, como se fosse gotas de bálsamo a acalmar sua alma. Mas, o longo suspiro denuncia que a angústia e a melancolia, ainda serão suas companhias em mais uma noite solitária.

Meu nome? Destino - Vigor Frágil

Perdida em seus pensamentos melancólicos, ao andejar por um desses pequenos lugarejos comerciais de pequena cidade, um esbarrão e num repente olhares se cruzaram, sorrisos foram trocados e um lampejo de alegria acelerou seu coração. Ele era bonito e possuía traços encantadores. Sua beleza máscula, demonstrou um misto de nobreza, romantismo e atrevimento quando a contemplou com seu ar misterioso, através de seus olhos negros. Também tinha uma ar exótico por causa da bela cabeleira presa por uma tiara.  A barba malfeita o deixava ainda mais estiloso e atraente.  O charme era natural, inegável, daquele tipo que te laça a alma e rouba-lhe o fôlego.

Por um momento sentiu que o chão faltou sob seus pés, quando sentiu seu delicioso perfume entrar pelas narinas e confundir seu cérebro.

O que espero encontrar?

Tarde da noite, pela milésima vez, reviveu aquele olhar másculo a admirá-la e, perdendo a paciência consigo mesma tratou de, mais uma vez travar a sua luta noturna com o sono que insistia em não colaborar. Se bem que, a doce visão de alguma forma, trouxe-lhe um pouco de cor a sua desbotada vida amorosa.

Sentindo-se um tanto boba, prometeu que aquela seria a última tarde, a cruzar o mesmo lugarejo a procura de de sabe-se-lá o que ou quem.  Todos os dias tentava em vão resistir, mas não conseguia deixar de, na sua imaginação, sentir o mesmo arrepio provocado naquela troca de olhar e a mesma fragrância, deliciosa e perturbadora, ao transitar por aquelas ruazinhas encantadoras.

Sentindo-se ainda mais tola, jurou com mais veemência que aquela seria sua tarde de despedida. Ralhou consigo mesma ao se dar conta o peitoril da janela tinha sido substituído pelas encantadoras ruelas do seu lugarejo encantado. Com toda a certeza, tinha que pôr um fim naquela mania de ficar sonhando acordada com um amor, que lhe roubasse o ar.  Isso é coisa de filmes e novelas, dizia pra si mesma. Amor romântico. Quem dera pudesse vivê-lo.

Passados alguns anos depois daquela decisiva tarde de outono, olhando pra ele descansando tranquilamente ao seu lado, agradeceu silenciosamente ao Universo, pela generosidade de colocá-lo em seu caminho.

Amor, doce amor

Riu divertida ao recordar da sua cara de deboche, quando deparou-se com ele, recostado no pilar de entrada da cafeteria onde, no curto espaço de tempo, entre a saída do trabalho e o início das aulas da faculdade, passava todas as tardes com a finalidade de tomar um rápido lanche. Aliás, diga-se de passagem, que aquele era o único lugar que cabia no seu orçamento.

Mais uma vez o seu olhar misterioso lhe roubou o chão, e ainda mais tarde, roubou seu coração, sua solidão e as horas debruçadas em vão no peitoril da janela. Só não roubou os passeios de fim de tarde nas ruelas do seu lugarejo predileto, mas agora a dois.

Veja também: https://laircecardoso.com.br/romanceando/mais-que-um-simples-amor/

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Sobre o Autor: Lairce Cardoso

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Nasci no berço da família Cardoso, na cidade de Paranapuã, no interior de SP no dia 15 de Julho de 1.963. Sou a nona filha do Senhor Libério e da Dona Lindaura.

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