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Lairce Cardoso

NESSA LONGA ESTRADA DA VIDA

8 de abril

Outro dia escrevi um artigo com o título “E se a sua vida fosse um filme”? Amei inventar o filme da minha vida. Muito divertido. Você também criou o seu? Então, de novo, resolvi fazer uma divertida edição. Vem comigo. E, que tal agora, imaginar como seria a sua vida se ela fosse uma estrada.

Diário de Bordo 2017 - Dia #08 - Na estrada para NY | Despachados

Vamos dar asas à imaginação, deixar rolar a criatividade e borboletear à vontade para desenhar a vida como se ela fosse aquela deliciosa rodovia que adentramos ao iniciar uma animada viagem, seja ela de férias ou de trabalho mesmo. O importante é deixar a capacidade imaginativa rolar.

Vamos lá! Vamos nos preparar para essa estupenda viagem. Comecemos com os planos, afinal de contas, vai ser a viagem. De cara, já te pergunto: de onde está partindo e para onde vai? Qual o destino que quer chegar e o percurso a ser traçado?

Ah! Por favor, não venha me dizer que tanto faz, porque serei obrigada te dizer aquela famosa frase: “Para quem não aonde quer chegar, qualquer caminho serve”. Bem clichê, eu sei, mas totalmente verdadeira.

E, a essa altura do campeonato, você também já sabe que qualquer caminho não te levará onde quer chegar. O percurso para nos levar aonde queremos ir tem que ser meticulosamente pesquisado, estudado. Não é verdade? Pense em quantas vezes, estudou rotas, caminhos, mapas para chegar no lugar que queria. E, assim mesmo, por vezes se perdeu entre as ruas, avenidas, lugarejos e teve que pedir ajuda, informações, usar o GPS.

Planeje sua viagem

Pois bem, então planeje-se, caso contrário, ficará perdido pelo caminho e vai perder tempo, dinheiro e, se desgastar à toa.

Muito bem, destino definido? OK. E agora, qual o meio de transporte que irá usar? Já está preparado? O carro novo, ótimo, está certo! Então, façamos as malas. Um conselho: Pegue o estritamente necessário, pode ser que no meio do caminho a vida te surpreenda. Também, financeiramente leve apenas o essencial para a sobrevivência. Deixe que desta vez, o acaso, irá nos suprir. 

Estamos prontos? Perfeito! Então, com fé, coragem e muito bom humor, respire profundamente e pé na estrada.

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Bacana! Já estamos há um tempinho rodando por sua estrada. Você já ouviu as suas músicas preferidas para viajar, já avistou algumas cidades, já viu algumas pessoas, também já se deliciou com algumas paisagens bem conhecidas por você.

Mas, agora que a euforia dos primeiros quilômetros foi apaziguada, e a monotonia da viagem, até alcançar o destino desejado, começou a borbulhar aí nos seus pensamentos, permita-me, com muito respeito tomar conta do volante do seu carro para que você possa descansar um pouco.

Enquanto isso! Vamos papear um pouquinho, porque eu quero carinhosamente te conduzir por outro trajeto de sua vida. Queria te mostrar, aqui e ali, alguns pedaços de sua existência que talvez esteja adormecido aí dentro de você.

A qual destino nos levará essa estrada?

Posso trocar a música? Vamos ouvir algo mais aconchegante. Não se preocupe, não é instrumental. Também gosto de músicas dançantes, mas é só para descansar um pouco nossos ouvidos.

Lembra-se de seu nascimento?  Possivelmente não. Mas por certo, deve se lembrar dos anjos que te acompanharam por toda a sua infância. Sim, isso mesmo! Os seus pais! Eles te guiaram, da melhor maneira que puderam, para que não te faltasse proteção e, foi assim que você superou o medo do escuro, de parar de engatinhar e começar a andar, venceu todas as doenças infantis e tantas outras coisas que, se fossemos enumerar daria uma lista interminável.  

Ah! Sua infância! Mesmo quando tudo parecia difícil, era muito divertido, não é mesmo? Consegue sentir o cheiro do tempero da sua mãe. Eu consigo até ouvir o barulhinho fritando na panela. E do café do seu pai? Jamais vou esquecer aquele aroma.

E, das risadas entre os irmãos, especialmente quando o pai dava aquele último aviso para parar com a baderna? Não sei pra você, mas pra mim, era impossível controlar o riso, mesmo sabendo do risco que corria. Era adrenalina pura.  

Primeiros dias

E do seu primeiro dia de aula? Lembra-se? Deu medo de ficar só? Provavelmente sim, era a primeira vez que ficava sem ninguém da sua família. É, mas de uma coisa eu sei, deu medo porque você não percebeu os outros anjos que passariam a cuidar de você e, que te seguiriam por boa parte de sua vida. Isso mesmo, os seus professores. Tão importantes! Eles foram e são como bússolas em nossas vida. Jamais poderemos esquecê-los.

E do seu primeiro amor? Do seu primeiro beijo? Meio desajeitado, é verdade, mas o melhor.  Não precisa disfarçar, Já vi seu risinho de canto de boca. Concordo, esses momentos deveriam ser eternizados nas nossas vidas. Não as pessoas, porque pode ser que você nem tenha sido correspondido, e também já são águas passadas. mas, estou falando da emoção do momento. Do coração disparado, do frio na barriga, das borboletas no estômago, da descoberta do amor. Que delícia! Esses sentimentos não deveriam morrer nunca em nós.

Muitos outros primeiros dias aconteceram.

Muitos outros primeiros dias aconteceram. Consegue se lembrar? Primeiro dia do trabalho. E, o primeiro dia que você saiu sozinho. Que viajou sozinho. A aventura do primeiro dia no volante do seu carro. Claro, primeiro dia de casado. O sucesso do primeiro dia da casa nova. Assustador, primeiro dia sem emprego. Triste, primeiro dia sem seus pais, porque eles cumpriram sua missão aqui na terra. Benção do primeiro dia com seus filhos, com seus filhos postiços, com seus netos.


E, em meio a tantos primeiros dias, intrusamente bateu à sua porta, um sentimento desagradável disfarçado de muitos nomes como por exemplo: a dor de perder um ente querido, as decepções, os desenganos, os abandonos, as traições e até mesmo os sonhos desfeitos. Foi sim, muito difícil.

Mas, nesses dias, embora seu coração tenha ficado despedaçado e, que tivesse a sensação de estar perdido e que nada mais fizesse sentido, você não viu, mas estava devidamente protegido, consolado e amparado pela força do amor maior.  Esse amor que, também, pode ter muitos nomes, de acordo com sua crença, com sua educação, com seu jeito de olhar para o mundo, mas seja lá como for, esse amor que até podemos sentí-Lo, mas que foge da compreensão o seu entendimento . É totalmente incompreensível ao nosso parco conhecimento. E, tudo bem, é assim mesmo que tem que ser. Não temos a necessidade de compreendê-Lo, basta sentí-Lo. Está tudo certo.

Mas, pode confessar! Não tem problema nenhum em contar. Em alguns momentos esse caminho foi bem tranquilo para ser transitado e, até bem gostoso de percorrer, porém em alguns instantes, deu vontade de, pelo menos, um pouquinho desviar o seu trajeto. Não é?

Desvio obrigatório

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É verdade, tem razão, agora me lembro também, você desviou sim uns quilômetros a sua trajetória, pegou uns atalhos, conheceu novos caminhos, novas estradas. Aprendeu coisas diferentes. É foi sim, foi válido. Te deixou mais esperto, mais safo. E, aqui entre nós, também acredito que por vezes, precisamos mudar mesmo de estradas. Não dá para chegar a outros destinos, pegando sempre a mesma estrada. É preciso desbravar outras rotas para a chegar a diferentes paradeiros.

Mas, o bom de tudo isso foi você ter segurado firme as rédeas de sua vida para não perder o trajeto da sua história, caso contrário você não teria chegado onde está hoje. Depois é bom que saiba que foi somando todas as experiências, vivências, ganhos e perdas que te trouxe aqui.

Pronto, chegamos ao seu destino.

E, com todo respeito te devolvo a direção do seu carro. Mas, antes dê uma boa olhada! Você está onde deveria estar, no destino que escolheu chegar. Assuma que, ainda que tenha desviado em o trajeto em alguns momentos, foi esse o percurso escolhido por você mesmo e que te trouxe aqui. Mas saiba que, se tiver vontade de mudar, você pode refazê-lo, como aliás já o fez em outras ocasiões, basta redesenhar o seu trajeto, sentar ao volante e tocar o pé na estrada.

Mas desta vez, se for mudar o trajeto do seu caminho, faça-o com consciência, para que você possa curtir com mais alegria essa nova estrada.

Ah! Mais isso Vai dar muito trabalho. Provavelmente sim, vai mesmo dar um tantinho de trabalho. Mas, veja sob outro ângulo, agora que você já tem um certo Know-how no quesito “traçar percursos” ficará mais fácil. Ademais posso te garantir que dá muito mais trabalho, se manter no lugar aonde não quer ficar.

Veja Também: https://laircecardoso.com.br/pedacos-da-vida/e-se-a-sua-vida-fosse-um-filme/

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Sobre o Autor: Lairce Cardoso

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Nasci no berço da família Cardoso, na cidade de Paranapuã, no interior de SP no dia 15 de Julho de 1.963. Sou a nona filha do Senhor Libério e da Dona Lindaura.

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